Candidato a premiê do Japão quer evitar polêmicas com vizinhos

Yasuo Fukuda, candidato favorito nasucessão do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, disse nosábado que vai ficar longe de um santuário de Tóquioconsiderado na Ásia como um símbolo do antigo militarismo doJapão, caso seja eleito. O deputado de 71 anos, conhecido por sua defesa doestreitamento dos vínculos com outros países asiáticos, disseem entrevista à imprensa, ao lançar sua candidatura, que nãovisitará o Santuário Yasukuni, que presta homenagem a militaresdo Japão e a vítimas da guerra. "Você faria algo que seu amigo não gosta? Seria correto?",disse Fukuda. "Com as relações entre países, é a mesma coisa. Então, nãohá necessidade de fazer algo que o outro lado não vai gostar". Os laços do Japão com a China e a Coréia do Sul ficaramameaçados durante o mandato do predecessor de Abe, JunichiroKoizumi, em grande parte graças às visitas anuais do entãopremiê a Yasukuni. Fukuda, ex-secretário de Gabinete (equivalente a ministroda Casa Civil), está na liderança folgada da disputa contra oex-primeiro-ministro Taro Aso pelo comando do Partido LiberalDemocrático (PLD), desde que Abe anunciou sua renúnciaabruptamente na quarta-feira. Vários grupos de seu partido jálhe prometeram apoio. "Tanta gente me disse: 'Você deve se candidatar', e,ouvindo essas vozes, decidi assumir as atuais dificuldadesdesta nação com responsabilidade", disse Fukuda, que é filho deum primeiro-ministro. Koizumi, que continua popular entre os eleitores, tambémanunciou seu apoio a Fukuda, e uma pesquisa da agência denotícias Kyodo, divulgada na sexta-feira, mostrou que aintenção de voto para Fukuda está em 28,1 por cento, contra18,7 por cento para Aso. O presidente do PLD pode se tornar primeiro-ministro caso acoalizão governista dos deputados garanta a maioria dosassentos, uma vez que a Câmara elege o primeiro-ministro dopaís.

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