REUTERS/Felipe Ariza/Presidency/Handout
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Candidato à presidência colombiana diz que Maduro é responsável pela morte de 5 soldados

Eles foram vítimas de uma emboscada do Exército de Libertação Nacional (ELN) em uma zona rural da cidade de Cúcuta

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 11h16

BOGOTÁ - O candidato presidencial colombiano Juan Carlos Pinzón garantiu na terça-feira 27 que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, é o responsável pela morte de ao menos cinco soldados em uma emboscada com explosivos da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) ao Exército em zona rural da cidade de Cúcuta.

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“Acuso diretamente Maduro e seu governo pela morte destes soldados (...). Por tudo que sabemos e ninguém é capaz de dizer: o governo da Venezuela, o regime de Maduro, protege o ELN, trafica com eles e é sócio político dessa organização”, disse Pinzón, citado em um comunicado de sua campanha.

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A emboscada com explosivos ocorreu quando militares da Força Tarefa Vulcano se mobilizavam em caminhões no setor de Palmarito, na estrada que liga Cúcuta a Tibú, no departamento de Norte do Santander, na fronteira com a Venezuela.

A ação terrorista do ELN, que consistiu na “ativação de um artefato explosivo improvisado”, foi registrado na terça-feira à 1h (local) e deixou 10 soldados feridos.

Pinzón, ex-ministro de Defesa e ex-embaixador da Colômbia nos EUA, anunciou que denunciará a situação ante a Organização de Estados Americanos (OEA). “Faço esta denúncia pública para que a OEA tome nota e inicie processos adequados de investigação e análise pela promoção do terrorismo da Venezuela contra a Colômbia. Além disso, enviarei uma carta ao Secretário da OEA (Luis Almagro).”

Ele ainda pediu aos governos do Peru, Chile, Argentina, Brasil, EUA, Canadá, México e Colômbia que trabalhem “para precipitar a queda do regime de Maduro em busca de uma transição até um governo democrático”.

Por sua parte, o candidato do Partido Liberal e ex-chefe da equipe negociadora do governo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que se converteu recentemente no partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum), Humberto de la Calle, manifestou que “não há espaço para negociar, não há apoio para negociar com o ELN”.

“O que está acontecendo agora repugna a consciência dos colombianos. Deveriam decretar um cessar-fogo unilateral e indefinido, não somente pelas eleições, porque é a maneira de oferecer confiança aos colombianos de que seriamente querem colocar um fim ao conflito”, destacou Pinzón.

O ELN anunciou na véspera que, como “uma mensagem de respeito a quem vota”, estabelecerá um cessar-fogo do dia 9 ao 13 em razão das eleições legislativas que serão realizadas no dia 11.

A guerrilha iniciou em fevereiro de 2016 uma negociação de paz com o governo em Quito, mas os diálogos foram suspensos no dia 10 de janeiro após a onda de ataques terroristas desse grupo contra a polícia e a infraestrutura rodoviária e petrolífera. / EFE

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