REUTERS/Rayner Pena
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Candidato à presidência da Venezuela denuncia agressão de chavistas

Opositor Henri Falcón diz que deputado Teodoro Campos, chefe de segurança de sua campanha, sofreu traumatismo craniano após ser atacado, possivelmente com um soco inglês, durante evento em Catia, um bairro popular do oeste de Caracas

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2018 | 10h57

CARACAS - O candidato opositor à presidência da Venezuela Henri Falcón denunciou a agressão a um deputado de seu partido por militantes chavistas durante um evento de campanha realizada na segunda-feira, em Caracas.

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"Fomos atacados por um grupo de 25 a 30 indivíduos (...). Lamentavelmente, um dos nossos deputados, Teodoro Campos, sofreu um traumatismo craniano severo e está hospitalizado", disse Falcón.

Em vídeo divulgado pela imprensa local, é possível ver quando Campos dá entrada em um centro médico, carregado por dois homens. A agressão ocorreu durante a caminhada de Falcón por Catia, um bairro popular do oeste de Caracas. 

“Provavelmente isso foi feito com um soco-inglês”, disse Falcón. O deputado opositor foi ferido na cabeça quando "se aproximava para defender e proteger os jornalistas" dos quais esse grupo tentou roubar câmeras, equipamentos de trabalho e objetos pessoais.

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Falcón responsabilizou o governo de Nicolás Maduro por "encorajar" grupos violentos a fim de afetar sua campanha, não só nesta ocasião, mas também em outras atividades nas quais, segundo assegurou, ocorreram incidentes violentos.

O canditado à presidência pediu ainda que se garanta "um processo eleitoral limpo, objetivo, transparente e, sobretudo, sem violência", e alertou que "qualquer coisa que acontecer a algum companheiro é responsabilidade do governo nacional e dos seus grupos armados".

Por sua vez, o comando de campanha do opositor disse que solicitará formalmente ações legais a respeito perante o Ministério Público.

Falcón se lançou na disputa eleitoral sem o apoio da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a maior força política contra o governo, que decidiu não participar da votação por considerá-la fraudulenta. / AFP, EFE e REUTERS

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