Candidato colombiano suspende comícios eleitorais

Seis dias depois de escapar ileso de um atentado explosivo, Alvaro Uribe, o candidato que lidera as pesquisas para as eleições presidenciais de 26 de maio, decidiu suspender suas aparições nas praças públicas da Colômbia. Uribe acrescentou que, para compensar a suspensão dos comícios, intensificará suas apresentações no rádio e na televisão. "Temos que fazer uso intensivo dos meios de comunicação para minimizar os riscos", disse. Como candidato do movimento multipartidário Primeiro a Colômbia, Uribe, um advogado e economista de 49 anos, tem direito a uma hora semanal nos canais estatais de televisão, que têm pouca audiência. Além disso, o governo lhe permite, como a todos os demais candidatos, cinco programas em cadeia nos canais estatais, de dez minutos cada um, durante os 45 dias anteriores às eleições. O candidato favorito saiu ileso de dois atentados, atribuídos pelas autoridades às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e outros foram desarticulados a tempo. As autoridades informaram hoje ter capturado um dos possíveis autores materiais do atentado e identificaram uma guerrilheira que teria dirigido a operação contra o candidato, na qual explodiram 20 quilos de dinamite por controle remoto no momento em que sua caminhonete blindada passava por uma rua da cidade de Barranquilla, no último domingo.O rebelde conhecido como Jesús Villamizar foi detido na cidade de Montería, no norte do país, disse o procurador-geral da República, Luis Camilo Osorio. Em seguida, o suposto envolvido no atentado foi transferido para Barranquilla, onde está sendo interrogado.A guerrilheira foi identificada como María Rosario Baldovino, pertencente à Frente 37 das Farc, graças a retratos falados, disse à Associated Press o diretor regional da polícia secreta, Oscar Vega. A jovem, que teria cerca de 25 anos e entrou para o grupo aos 15, já havia sido presa no ano passado por rebellião e extorsão, e havia sido libertada há pouco tempo. A campanha política colombiana se dessenvolve em meio à escalada do conflito e às pressões dos grupos armados ilegais. Os partidários de Uribe acusam as Farc de propagarem entre os camponeses a idéia de que ele é o candidato dos paramilitares direitistas que, se for eleito, tirará as terras dos pequenos agricultores; e de ameaçarem as emissoras ou jornais regionais que divulgam propaganda do candidato.

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