Candidato coreano ao COI é acusado de suborno

A campanha para a presidência do COI está sendo manchada, com o bem cotado candidato sul-coreano Kim Un-yong sendo investigado acerca de supostos incentivos financeiros oferecidos a membros eleitores da entidade. Kim, que esteve entre os envolvidos e censurados no escândalo da candidatura de Salt Lake City, negou ter prometido que os membros do COI receberiam pelo menos US$ 50 mil por ano em despesas olímpicas, caso fosse eleito presidente do Comitê Olímpico Internacional. Ao ser cobrado a dar uma explicação pela comissão ética do COI, Kim disse que nunca propôs qualquer soma específica e apenas recomendou prover às delegações fundos suficientes para manter escritórios em seus próprios países. Alguns membros do COI sugeriram que as promessas poderiam ser interpretadas como uma forma de suborno, mas Kim acusou seus rivais de vazar informações para minar sua campanha. Os problemas de Kim apenas reforçam o status de favorito do belga Jacques Rogge na votação desta segunda-feira, que elegerá o sucessor do atual presidente da entidade, o espanhol Juan Antonio Samaranch, que deixa o cargo após 21 anos. Kim e o canadense Dick Pound dividem a segunda opção dos membros votantes para o mais poderoso posto do esporte internacional. A norte-americana Anita DeFrantz e o húngaro Pal Schmitt vêm logo atrás. A eleição ocorre três dias depois de uma outra importante votação do COI: a escolha de Pequim como sede dos Jogos Olímpicos de 2008.

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