Candidato de oposição no Zimbábue abandona o pleito

'Não podemos pedir às pessoas que votem, quando votar lhes custará a vida', disse Morgan Tsvangirai

AP,

22 de junho de 2008 | 13h48

Faltando cinco dias para eleição presidencial no Zimbábue, o candidato e líder da oposição, Morgan Tsvangirai, anunciou a decisão de abandonar a disputa, por conta da "orgia de violência" perpetrada por membros do partido do governo, e que incluiria estupro, tortura, assassinato e seqüestro.   A violência e intimidação vêm espalhando terror nas áreas rurais e irromperam diante dos olhos dos observadores internacionais quando milhares de membros das brigadas juvenis do presidente Robert Mugabe desencadearam uma onda de desordem para impedir a realização de um comício da oposição. "Não podemos pedir às pessoas que votem, quando votar lhes custará a vida", disse Tsvangirai em entrevsita coletiva.   "Essa campanha de violência vingativa deixou 200 mil desabrigados e merca de 86 apoiadores da oposição mortos. Cerca de 20 mil casas foram destruídas e mais de 10 mil pessoas foram feridas ou mutiladas nesta orgia de violência", declarou ele.   Uma virtual proibição do jornalismo independente e da ação da maioria das organizações humanitárias internacionais transformou amplas áreas do Zimbábue em zonas de exclusão, o que torna difícil confirmar ou desmentir as alegações de  Tsvangirai.

Mais conteúdo sobre:
áfricazimbábuemugabe

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.