Candidato derrotado no México convoca poder popular paralelo

O candidato de esquerda derrotado nas eleições presidenciais mexicanas, Andrés López Obrador, convocou seus partidários a criar um poder popular paralelo para acabar com a "República simulada" e construir um novo Estado democrático, caso otribunal eleitoral confirme a vitória da direita nas urnas. "Conforme o artigo 39 da Constituição, convocamos todos os mexicanos, homens e mulheres livres, conscientes e preocupados com o destino da Nação, a dar fim à República simulada e construir asbases de um verdadeiro Estado social e democrático de direito para promover as reformas profundas de que o país precisa", disse López Obrador. O líder esquerdista fez as declarações num de seus comícios diários, no acampamento instalado na praça do Zócalo, na capital mexicana. Ele disse que as evidências de fraude eleitoral reforçam suadecisão de impedir a imposição de um governo "ilegítimo e espúrio".Obrador convocou a Convenção Nacional Democrática Pelo Bem de Todos, uma nova entidade criada para organizar a "resistência civil pacífica". A convenção deverá reunir delegados eleitos em assembléias, em povoados e comunidades de todo o país, dirigentes sindicais e sociais, prefeitos e deputados. A reunião será no dia 16 de setembro, dia da independência do México. López Obrador estabeleceu como metas para o movimento combater a pobreza e a desigualdade, defender o patrimônio da nação, impedir avenda dos bens e do petróleo, defender a democracia, a educação pública e a previdência social. Outras metas são acabar com a corrupção e renovar todas as instituições civis, conforme os princípios constitucionais. Nas eleições de 2 de julho, os números oficiais deram a vitóriaao conservador Felipe Calderón, por uma diferença de 243.934 votos, que equivalem a 0,58% dos mais de 41 milhões. Em resposta, López Obrador convocou um movimento de resistência civil pacífica, que inclui a instalação de acampamentos nas principais avenidas. O resultado oficial deverá ser decidido pelo Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF) até o dia 6 de setembro.

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