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Candidato é morto no momento em que posava para selfie no México 

Em um vídeo divulgado pela imprensa local, um homem com um boné se aproxima do político pelas costas no momento em que ele tirava a foto com eleitora

O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 15h23

CIDADE DO MÉXICO - O candidato a deputado federal pelo Estado mexicano de Coahuila, Fernando Purón, foi assassinado no momento em que posava para uma selfie com uma eleitora na cidade de Piedras Negras, norte do país e fronteira com o Texas. O crime aconteceu na sexta-feira e o autor dos disparos fugiu. 

O candidato, do Partido Revolucionário Institucional, havia acabado de participar de um debate. Em um vídeo divulgado pela imprensa local, um homem com um boné se aproxima do político pelas costas no momento em que ele tirava a foto com a mulher. O assassino saca a arma e dispara diretamente na cabeça do candidato. 

A Procuradoria do Estado está investigando o caso e analisando as imagens da gravação, colhidas por uma câmera de segurança fixada no exterior do auditório universitário onde ocorreu o debate. 

Purón havia sido prefeito de Piedras Negras cidade, muito afetada pela violência vinculada ao crime organizado. 

O governador do Estado, Miguel Ángel Riquelme, disse em um comunicado que Purón foi um exemplo de servidor público. "Transformou sua cidade, Piedras Negras, e se distinguiu por seu ferrenho combate à delinquência durante sua gestão como prefeito. Foi ainda um fator fundamental para que Coahuila recuperasse a paz." 

As eleições no México têm sido marcadas pela violência. As autoridades concordaram no sábado em reforçar a segurança em todo o Estado e, entre outras medidas, anunciaram que helicópteros ficarão encarregados de vigiar permanentemente tanto as zonas urbanas como campos e montanhas, informou a Procuradoria de Coahuila. 

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Também haverá mais controle e patrulhas terrestres. Além disso, para garantir a campanha e o processo eleitoral, o Estado pediu para ter acesso às agendas dos candidatos para reforçar a segurança nesses lugares e adiantou que colocará em marcha um operativo especial para o dia das eleições, em 1º de julho. 

O Instituto Nacional Eleitoral emitiu um comunicado condenando o fato e recordou que são as autoridades dos três níveis de governo que têm de garantir a integridade de todos os candidatos. "A violência é incompatível com a democracia", afirmou em nota. / AP

 

 

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