Candidato egípcio corteja mulheres, jovens e cristãos

O candidato da Irmandade Muçulmana à presidência do Egito, Mohammed Morsi, cortejava hoje mulheres, cristãos e simpatizantes dos governantes militares nesta terça-feira, em uma tentativa de expandir sua base de apoio com vistas ao segundo turno das eleições no país.

AE, Agência Estado

29 Maio 2012 | 15h19

Morsi também recorreu ao estigma de seu oponente, Ahmed Shafiq, um ex-comandante da Força Aérea egípcia intimamente ligado ao regime deposto no ano passado cujo comitê de campanha foi incendiado durante a noite por manifestantes enfurecidos.

Em entrevista coletiva concedida hoje, Morsi prometeu, caso seja eleito, preservar os direitos da minoria cristã copta e das mulheres.

Aos grupos de jovens defensores da liberdade que no ano passado protagonizaram o levante que levou à queda de Hosni Mubarak após três décadas no poder, Morsi prometeu pôr fim ao estado de emergência que vigora desde 1981 e preservar o direito de livre manifestação.

"Nossos irmãos cristãos são nossos parceiros. Eles terão plenos direitos, iguais aos dos muçulmanos", assegurou ele. "As mulheres têm o direito de se vestirem livremente, como bem entenderem", prosseguiu o candidato, prometendo também direitos iguais de trabalho e ensino.

Sobre os militares, Morsi declarou: "Não existe um só egípcio que não goste do exército. Os militares desempenharam um papel glorioso na preservação da revolução. Houve erros, claro, mas também ações positivas, entre elas as eleições garantidas pela polícia e pelo exército".

Morsi, de 60 anos, terminou o primeiro turno da eleição à frente de Shafiq, com quem disputará o segundo turno em 16 e 17 de junho. As informações são da Associated Press.

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