Candidato nacionalista à presidência do Peru cai em pesquisa

O oficial do exército aposentado e candidato à presidência do Peru, Ollanta Humala, caiu quase seis pontos percentuais segundo uma pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira, empatando com sua rival Lourdes Flores há apenas três dias da eleição. A congressista Flores está com 28% das intenções de voto contra 26% de Humala, segundo uma pesquisa nacional realizada pelo instituto de pesquisa de opinião pública CPI. O ex-presidente Alan Garcia aparece com 25%. Foram entrevistadas 2.550 pessoas, entre terça e quarta-feira e a margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, apontando que a corrida presidencial está muito apertada. Pesquisas anteriores mostraram Humala com 31% dos votos contra 26% de Flores e 23% de Garcia. "Humala caiu quase seis pontos, a maioria no interior do país", explicou o diretor do CPI, Manuel Saavedra. "Acredito que ele esteja perdendo terreno pois o eleitorado está começando a perceber o medo que Humala inspira", acrescentou. A pesquisa não foi publicada no Peru pois terminou no último domingo o prazo para que pesquisas de opinião fossem divulgadas. Contudo, números de uma outra pesquisa, feita pela empresa Apoyo, indicam que a tendência de alta de Humala está congelada, mas ele ainda aparece em primeiro lugar com 31% dos votos válidos, segundo pesquisa feita no dia 2 de abril. Flores e García aparecem com 26% e 24%, respectivamente. O diretor da Apoyo, Alfredo Torres afirma que a diferença entre os Flores e García é muito pequena para definir quem disputaria um eventual segundo turno. Vinte candidatos estão concorrendo à presidência e vários ganharam parte do apoio de Humala, disse Saavedra. Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos no domingo, acontecerá um segundo turno entre os dois mais votados, provavelmente em meados de maio. Propostas de campanha Humala prega grande intervenção do Estado na economia peruana e uma redistribuição de renda para beneficiar a maioria pobre do país. Em um comício na quarta-feira, no entanto, ele afirmou que não expropriaria a propriedade privada e respeitaria as liberdades civis e de expressão. Ele prometeu, contudo, reescrever a constituição do Peru para tirar o poder de uma classe política largamente vista como corrupta. Humala afirmou que admira a ditadura de esquerda do general Juan Velasco, entre 1968 e 1975, que tomou os jornais e outras mídias peruanas, implementou uma reforma agrária mal sucedida e estreitou os laços com a União Soviética. Ele recebeu o apoio do presidente venezuelano Hugo Chávez.

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