AFP / Rodrigo BUENDIA
AFP / Rodrigo BUENDIA

Candidato opositor à presidência do Equador é agredido e governo condena fato

Guillermo Lasso e sua mulher foram atacados com paus e pedras quando saíam do estádio após partida contra a Colômbia

Estadao Conteudo

29 de março de 2017 | 18h34

O candidato oposicionista à presidência do Equador, Guillermo Lasso, foi alvo de um ataque com paus e pedras na terça-feira no estádio onde se disputou a partida de futebol entre Colômbia e Equador, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, o ministro da Segurança equatoriano, César Navas, condenou o episódio.

"Como ministro e militante rechaçamos todo ato de violência contra qualquer cidadão em nosso país. O Equador é uma nação com uma cultura de paz e não está acostumado a esse tipo de evento", disse o ministro. Segundo ele, foi pedido à polícia um informe sobre os episódios de violência ocorridos nas proximidades do estádio Olímpico Atahualpa. Navas disse que as agressões não representam "nem o equatoriano nem o membro do Alianza País", o partido governista.

O episódio começou no interior do estádio, quando um grupo de partidários de Lasso gritou contra o governo e mostrou cartazes em apoio ao ex-banqueiro. Outras pessoas responderam com gritos em favor do candidato governista, Lenín Moreno.

Depois da partida, quando Lasso e sua mulher deixavam o estádio, um grupo os atacou com paus, pedras e outros objetos, apesar dos dezenas de policiais que tentavam dar proteção ao casal.

A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que monitora as eleições disse que "rechaça os atos de violência e o tom agressivo da campanha nas suas últimas semanas e pede que prevaleça o debate de propostas sobre a troca de acusações".

Cerca de 11 milhões de equatorianos elegem no segundo turno deste fim de semana o sucessor de Rafael Correa, que está no poder há dez anos. / AP

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