Candidato presidencial adere à greve de fome no Egito

Ato acontece um dia antes das eleições para protestar contra prisão de quase 300 manifestantes

ASSOCIATED PRESS/AE, Agência Estado

20 Maio 2012 | 15h40

Centenas de egípcios, incluindo um candidato à presidência do país, começaram neste domingo uma greve de fome de 24 horas, para protestar contra a prisão de quase 300 pessoas detidas em uma manifestação e que correm o risco de um julgamento militar.

O protesto acontece dias antes da primeira eleição presidencial no Egito após a queda de Hosni Mubarak, na qual deve ser eleito o governo que substituirá a atual junta militar que lidera o país.

Os manifestantes temem que as forças armadas vão continuar usando os tribunais militares para julgar civis e, desta forma, atacar oponentes. Os militares afirmam que os tribunais são essenciais para manter a ordem depois do levante popular que levou à queda de Mubarak.

Neste domingo, manifestantes, ativistas, profissionais da imprensa e outros simpatizantes se reuniram no sindicato dos jornalistas no Cairo para mostrar apoio às 300 pessoas que foram presas no início deste mês, após um protesto na frente do Ministério da Defesa, durante o qual um soldado foi morto.

Ontem, o grupo Humamn Rights Watch disse que os manifestantes presos no início do mês foram agredidos e torturados. "As autoridades militares não têm noção de limites sobre o que podem fazer", afirmou a organização em comunicado.

Khaled Ali, de 40 anos, um candidato à presidência que representa para muitos o rosto do movimento jovem, disse que também vai participar das 24 horas de greve de fome. Ele é o mais novo dos 13 candidatos na disputa, que começa nos dias 23 e 24 deste mês. Entre os manifestantes também estão o legislador Ziad el-Oleimi e o apresentador de TV Reem Magued. As informações são da Associated Press.

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