Candidato se diz pronto para evitar fraudes

Sobre supostos temores de fraude no domingo, o principal candidato opositor equatoriano, Guillermo Lasso, garantiu que seu partido está preparado para fiscalizar da votação. "Tomamos precauções necessárias", disse. Missões da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Organização dos Estados Americanas (OEA), além de outras entidades monitorarão as eleições. Segundo o chefe da missão da OEA, Rafael Albuquerque, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) tem facilitado o acesso das equipes de monitoramento.

QUITO, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2013 | 02h08

"As autoridades eleitorais deram acesso a distintos aspectos do processo em curso, o que mostra a disposição do CNE em facilitar nosso trabalho", disse Albuquerque ao diário El Universo.

O candidato falou ainda das relações com o Brasil. "Quero as melhores relações com o Brasil. É um país importante, com o qual pretendo manter laços políticos e econômicos. Há muitas empresas que quero que voltem aqui e invistam aqui", disse.

Sobre o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que se refugiou na Embaixada do Equador em Londres, em junho, e recebeu asilo político do presidente Rafael Correa, Lasso prometeu uma solução negociada. "Eu não teria colocado o Equador nessa situação. Mas, uma vez que estamos nela, o caso deve ser resolvido no marco do respeito aos direitos humanos e ao direito internacional", afirmou. "Eu não vou tirar o senhor Assange da embaixada em Londres porque isso não seria um ato coerente com um governo que respeita os direitos humanos. Assim, resolveremos a situação por meio do diálogo."

O pequeno comício reuniu pouco mais de uma centena de partidários de Lasso, além de candidatos à Assembleia Nacional. Carros e ônibus com a claque do candidato percorreram sinuosas ruas de bairros populares, onde muitas das casas ostentam bandeiras pró-Correa.

Ao final do discurso, candidatos à Assembleia Nacional e outros partidários do candidato tentaram promover uma revoada de pombas no local. Não deu certo. Os pássaros se assustaram com os jornalistas que cercavam os candidatos e nem sequer levantaram voo. / L.R.

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