Candidatos à Casa Branca divergem sobre conflito

O candidato republicano à presidência dos EUA, John McCain, ampliou ontem suas críticas à Rússia pela invasão da Geórgia, que é aliada da Casa Branca. O senador disse que voltou a conversar com o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashivili, para expressar o apoio dos americanos. "Hoje, somos todos georgianos. Moscou está usando a violência (contra a Geórgia) para enviar um sinal a qualquer outro país que decida se aliar ao Ocidente", disse McCain a Saakashivili. Para o republicano, os líderes russos deveriam perceber que eles estão colocando em risco "as vantagens que desfrutam por serem parte do mundo civilizado". Já o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirmou, por meio de um comunicado, que chegou o momento de o governo russo assinar o cessar-fogo. "Moscou tem de suspender sua violação contra o espaço aéreo da Geórgia e retirar suas tropas, sob o monitoramento de observadores internacionais", afirmou o democrata. "Já é hora de parar de falar e passar a atuar."Os dois candidatos fazem críticas duras ao governo russo, mas o tom usado por eles indica a diferença de política de cada um sobre a futura relação entre Washington e Moscou. Na primeira grave crise de política internacional desde que os candidatos iniciaram a disputa, Obama é o único que passou a criticar tantos os russos como os georgianos. "Não há nenhuma justificativa plausível para esse ataque. A Geórgia deveria evitar usar a força na Ossétia do Sul e na Abkházia", disse o democrata na segunda-feira. "Um acordo político precisa ser alcançado para lidar com o status dessas duas regiões."

AP, Washington, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2008 | 00h00

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