Candidatos a premiê do Japão tentam ganhar votos de deputados

O premiê japonês, Naoto Kan, e o influente político Ichiro Ozawa estavam realizando seus últimos esforços nesta segunda-feira para convencer parlamentares indecisos um dia antes da votação pela liderança do partido, que poderia marcar mudanças nas prioridades fiscais.

YOKO KUBOTA, REUTERS

13 de setembro de 2010 | 09h33

O vencedor enfrentará a tarefa de impedir o desmantelamento do Partido Democrático do Japão (PDJ) enquanto luta para combater a alta do iene, uma economia frágil, uma enorme dívida pública, e um parlamento dividido, o que pode resultar em mais impasses nas decisões políticas.

A votação ocorre no momento em que o país vive um conflito territorial com a China, no qual o Japão prendeu um capitão chinês depois que seu barco pesqueiro colidiu com duas embarcações da Guarda Costeira japonesa em águas territoriais disputadas.

Kan, de 63 anos, promete cortar gastos e empréstimos e discutir a possibilidade de um aumento em impostos sobre consumo, para tentar frear a dívida pública que já chega ao dobro do PIB de 5 trilhões de dólares do Japão.

Ozawa quer manter os gastos, uma política que contribuiu para sua ascensão ao poder pela primeira vez nas eleições do ano passado, e disse que consideraria aumentar os empréstimos para financiar o crescimento, caso a economia esteja em dificuldades.

Mas ainda não está claro se Ozawa, de 68 anos, cujo futuro está ofuscado por um escândalo de financiamento, poderia sobreviver a uma possível campanha da oposição de criar um impasse no Parlamento caso ele se torne primeiro-ministro. O vencedor da votação no partido deve se tornar o premiê devido à maioria do PDJ na câmara baixa.

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