Candidatos à presidência afegã concordam com auditoria

O secretário de Estado norte-americano John Kerry disse que os candidatos rivais à presidência do Afeganistão concordaram com uma ampla auditoria do resultado do segundo turno eleitoral, realizado em 14 de junho, encerrando um impasse sobre o resultado da eleição.

Agência Estado

12 Julho 2014 | 16h53

"A auditoria será realizada em Cabul e irá começar em 24 horas", disse Kerry após dois dias de negociações diplomáticas com o objetivo de conter a disputa que ameaça fragmentar o país.

Kerry afirmou que a auditoria vai cobrir "cada voto que foi colocado na urna" eleitoral e que vai acontecer sob supervisão internacional.

As urnas eleitorais, acrescentou Kerry, serão transportadas das províncias para Cabul pela Força Internacional de Assistência para Segurança, liderada pelos Estados Unidos.

A Organização das Nações Unidas (ONU), acrescentou Kerry, pediu ao governo afegão que adie a posse, planejada para 2 de agosto, por causa da auditoria, que deve levar semanas para ser concluída.

Os afegãos foram às urnas no mês passado para escolher entre dois candidatos à sucessão do presidente Hamid Karzai: o ex-ministro de Finanças, Ashraf Ghani, e o ex-ministro de Relações Exteriores, Abdullah Abdullah.

Mas em vez de abrir caminho para uma transição política, a eleição levou a uma grave crise. Na segunda-feira, a Comissão Eleitoral Independente do país divulgou resultados preliminares indicando que Ghani teria sido o vencedor, com 56,4% dos votos ante 43,6% de Abdullah.

Abdullah protestou, afirmando que uma fraude de escala industrial havia sido realizada em benefício de seu oponente. O ex-ministro de Relações Exteriores declarou-se vencedor e ameaçou estabelecer um governo paralelo.

Kerry chegou a Cabul na manhã de sexta-feira e deu início a uma maratona de negociações, reunindo-se com os candidatos rivais e muitos dos principais políticos do país.

Após dois dias de negociações, os dois candidatos disseram que obedecerão aos resultados eleitorais após a auditoria e concordarão com a formação de um governo de unidade. Fonte: Dow Jones Newswires.

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