REUTERS/Jose Luis Gonzalez
REUTERS/Jose Luis Gonzalez

Candidatos à presidência do México respondem às declarações de Trump sobre imigração

Andrés Manuel López Obrador, em primeiro lugar nas pesquisas, disse que ‘não é com muros, nem com o uso da força que resolvemos problemas sociais ou questões de segurança’; presidente americano acusou os mexicanos de fazerem ‘muito pouco, ou nada,’ para deter o fluxo de imigrantes que chegam aos EUA

O Estado de S.Paulo

01 Abril 2018 | 20h25

CIUDAD JUÁREZ, MÉXICO - Os candidatos à presidência do México iniciaram neste domingo, 1.º, sua campanha eleitoral respondendo às declarações do presidente americano, Donald Trump, que acusou o país de fazer "muito pouco" para impedir a entrada de imigrantes nos EUA.

+ Lourival Sant'Anna: Populista mexicano

+ Trump pretende usar verba militar para construir muro na fronteira

O candidato da esquerda Andrés Manuel López Obrador, atual favorito segundo as pesquisas, declarou em Ciudad Juárez, na fronteira com o Estado americano do Texas, que exigirá respeito pelos mexicanos.

+ Políticas econômicas de Trump favorecem livre comércio na América Latina

+ Trump ameaça vetar orçamento aprovado pelo Congresso por falta de verba para muro

"Nem o México e nem seu povo vão ser o salva-vidas de qualquer governo estrangeiro", disse o candidato de 64 anos em seu primeiro comício oficial de campanha para a eleição presidencial de 1.º de julho. "Não é com muros, nem com o uso da força que resolvemos problemas sociais ou questões de segurança."

O ex-prefeito da Cidade do México acrescentou que não descarta a possibilidade de fazer Trump mudar de opinião "sobre sua política externa errônea e, em particular, sua atitude desdenhosa em relação aos mexicanos".

Por sua vez, Ricardo Anaya, que lidera uma coalizão de partidos de direita e de esquerda, exigiu firmeza e dignidade após as novas declarações do presidente americano. "Precisamos de um novo relacionamento com responsabilidade compartilhada e respeito mútuo", disse Anaya em San Juan de los Lagos, no Estado de Jalisco, onde lançou sua campanha.

O candidato de 39 anos, atualmente em segundo lugar nas pesquisas, indicou que o fenômeno migratório preocupa tanto o México quanto os EUA. Ele também apontou a responsabilidade americana pelo tráfico de armas. "80% das armas com as quais pessoas são assassinadas em nosso país vêm dos EUA", disse ele.

Mais cedo, neste domingo, Trump atacou o país vizinho no Twitter. "O México está fazendo muito pouco, ou nada, para impedir que as pessoas cheguem ao México por sua fronteira sul, e depois aos EUA. Riem de nossas leis idiotas de imigração", afirmou o presidente americano. As autoridades mexicanas "devem deter a droga e o fluxo de pessoas, ou vou deter seus ganhos, o Nafta. O muro é necessário". / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.