Candidatos à Presidência trocam acusações durante debate no Equador

Os quatro principais candidatos àPresidência do Equador, segundo as pesquisas, trocaram acusações mas também apresentaram seus planos de campanha num debate transmitido pela TV,na reta final para as eleições de 15 de outubro. O programa foi organizado pela CNN e pela rede local Ecuavisa. Os convidados foram o esquerdista Rafael Correa, o multimilionárioÁlvaro Noboa, o social-democrata León Roldós e a social-cristã Cynthia Viteri. Correa, líder das intenções de voto nas últimas pesquisas publicadas, foi o alvo dos ataques dos outros candidatos, especialmente de Noboa, um magnata da cultura de banana que, segundovários analistas, pode chegar ao segundo turno, previsto para 26 de novembro. O esquerdista garante que ganhará no primeiro turno. Ele foi o primeiro a falar e prometeu reduzir o desemprego, com o apoio à agricultura, planos de habitação, apoio à produção nacionale ao turismo. Correa criticou a dolarização vigente no país desde 2000, mas admitiu que será difícil sair do sistema nos quatro anos de mandatodo próximo presidente. Além disso, disse que não negociará um Tratado de Livre-Comércio com os Estados Unidos. Noboa, por sua vez, afirmou que se chegar à Presidência não manterá relações com a Venezuela nem com Cuba. Ele disse que denúncias, não comprovadas, de que os dois países financiam candidatos esquerdistas da região são umaforma de "atacar a soberania" nacional. Noboa defendeu a dolarização da economia. O social-democrata León Roldós defendeu uma "mudança positiva" do país e prometeu convocar uma consulta popular para o povo definir as"linhas mestras" do seu mandato. A social-cristã Cynthia Viteri pediu uma "mudança com cara demulher" no Equador. A atual conjuntura eleitoral, para ela, apresenta duas opções: "Mais violência e caos ou um governo responsável", sem transformações traumáticas.

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