Candidatos bolivianos usam redes sociais para difundir propostas

Tribunal Supremo Eleitoral afirma que lei do silêncio eleitoral proíbe aparição em meios tradicionais de mídia e analisará cada caso

Murillo Ferrari, enviado especial / Santa Cruz de La Sierra, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 10h44

SANTA CRUZ - Apesar de os cinco candidatos à presidência da Bolívia terem concordado em cumprir a norma do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) que impôs silêncio eleitoral desde a quinta-feira 9, proibindo, por exemplo, entrevistas para meios de comunicação ou aparições em atos de campanha, na própria quinta quase todos os partidos usaram as redes sociais para difundir propostas ou atacar adversários.

Uma deputada do Movimento ao Socialismo (MAS), do presidente Evo Morales, publicou no Twitter imagens provocativas sobre candidatos dos outros partidos. O candidato à presidência pelo Movimento Sem Medo, Juan Del Granado, usou o microblog para publicar textos sobre suas propostas.

Já o partido Unidade Democrática, de Samuel Doria Medina - principal adversário de Evo na disputa pela presidência -, publicou no Facebook fotos do candidato com frases pedindo união dos eleitores que se opõem a Evo e ao MAS.

Em entrevista à rádio Unitel, a porta-voz do TSE, Dina Chuquimia afirmou que a norma previa apenas a aparição em público e em meios tradicionais de comunicação, portanto esses casos seriam estudados e os envolvidos poderiam sofrer sanções do organismo.

"Estamos acompanhando esses casos, vamos fazer um relatórios sobre todos e estudaremos que medidas ou sanções podemos aplicar", afirmou Dina.

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