Ruth Fremson/NYT
Ruth Fremson/NYT

Candidatos democratas buscam uma vice

Campanhas analisam mulheres para a chapa que enfrentará Donald Trump em novembro

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2020 | 06h00

DEARBORN, EUA - Com quase toda certeza de que o candidato presidencial democrata será um homem, líderes do partido, autoridades eleitas e eleitores estão de olho no maior prêmio de consolação da política americana: a vice-presidência.

Poucas horas depois de a senadora Elizabeth Warren abandonar a corrida eleitoral, deixando a principal batalha para ser enfrentada por dois homens brancos e septuagenários, democratas de destaque começaram a insistir publicamente que valeria a pena incluir uma mulher na chapa, preferencialmente uma negra.

Ao menos uma organização de mulheres, a Supermaiority, divulgou uma petição requisitando formalmente ao senador Bernie Sanders e ao ex-vice-presidente Joe Biden para “afirmar um compromisso com a igualdade de gênero”, escolhendo uma mulher como companheira de chapa. 

No domingo, ao endossar Sanders diante de milhares em uma manifestação em Grand Rapids, no Michigan, o reverendo Jesse Jackson, que foi candidato presidencial em 1984 e 1988, pelo Partido Democrata, pediu que o próximo presidente escolha uma mulher negra como vice-presidente.

A seleção de uma vice, especificamente uma negra, soaria como uma sonata em uma primária presidencial em que a representação racial e de gênero foi deixada para segundo plano, diante das preocupações em derrotar o presidente Donald Trump.

As senadoras Elizabeth Warren e Kamala Harris, ambas fora da campanha, foram sugeridas para o cargo de número 2 – uma maneira de injetar uma dose de entusiasmo sem que muitos eleitores torçam o nariz para o fato de uma mulher liderar a campanha. É improvável que elas enfrentem oposição dos candidatos: Biden e Sanders já disseram que estão considerando várias mulheres para o cargo. / NYT

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