Candidatos encerram campanhas na Bolívia

Com o início do período de silêncio eleitoral, presidenciáveis não podem dar entrevistas ou participar de atos de campanha

Murillo Ferrari, enviado especial / Santa Cruz de la Sierra, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 11h23

SANTA CRUZ - Começou a valer nesta quinta-feira, 9, o silêncio eleitoral imposto pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia a todos os candidatos que disputarão a eleição no domingo. A limitação proíbe, por exemplo, que os candidatos deem entrevistas para meios de comunicação ou apareçam em atos de campanha.

Por esse motivo, tanto o partido Movimento ao Socialismo (MAS), do presidente Evo Morales, quanto seus adversários realizaram na noite de quarta os últimos comícios para tentar angariar eleitores ainda indecisos.

Em El Alto, seu reduto eleitoral na capital La Paz, Evo voltou a dizer para milhares de pessoas que nessa eleição vencerá em todos os nove Departamentos (Estados) do país, algo que não aconteceu nas duas eleições anteriores.

"No domingo, vamos ter ampla maioria em todo o país, vai ser um 'masasso' contra o imperialismo, o neoliberalismo e os que querem privatizar o país", disse o presidente, que anteriormente citou a intenção de obter 74% dos votos, 10% a mais do que na eleição de 2009.

Oposição. Com o argumento de que o MAS sempre enfrentou grande resistência no Departamento (Estado) de Santa Cruz, o governador Rubén Costas provocou na noite de quarta os milhares de presentes no comício de encerramento da campanha de Samuel Doria Medina, candidato opositor pela Unidade Democrática (UD).

"Quando o MAS venceu em Santa Cruz?", perguntou Costas repetidas vezes para ouvir a resposta uníssona da multidão no Parque Cambódromo: "Nunca!". Participaram do evento o candidato a vice-presidente, Ernesto Suarez, e o próprio Doria Medina, que pediu apoio à população da região para mudar o país.

"Estou absolutamente convencido que vamos a ganhar no 12 de outubro. Mas é fundamental que todos vocês falem com seus parentes, com seus amigos e companheiros de trabalho para juntos decidirmos o futuro do país", pediu o candidato. "Nós propomos aqui, diante de vocês, um plano de desenvolvimento integrado, para que haja produção e trabalho e para que todos bolivianos tenham saúde gratuita e educação de qualidade e segurança de sua cidadania."

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