REUTERS/Mariana Greif
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Candidatos trocam acusações no encerramento da campanha no Uruguai

Luis Lacalle Pou e Daniel Martínez disputam no domingo, 24, a presidência do país

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2019 | 09h57

MONTEVIDÉU  - Com alusões à crise na Argentina e críticas de lado a lado, o candidato do Partido Nacional, Luis Lacalle Pou, e o da Frente Ampla, Daniel Martínez, encerraram na noite da quarta-feira, 20, a campanha eleitoral do segundo turno no Uruguai

Lacalle Pou, de centro-direita, conta com o apoio do conservador Ernesto Talvi, do Partido Colorado, e do ultradireitista Guido Manini.

"O Uruguai está farto de governantes que nunca têm culpa de nada e sempre dão desculpas para os problemas mais simples", disse Lacalle Pou em comício no departamento (província) de  Canelones. 

Durante a campanha, o candidato do Partido Nacional usou a bandeira do combate à criminalidade para chegar a liderança nas pesquisas. Segundo os últimos levantamentos, ele tem 51% das intenções de voto contra 43% de Martínez, ex-prefeito de Montevidéu. 

Entre 2017 e 2018, a taxa de homicídios no Uruguai, historicamente pequena, subiu 45%. "Temos um compromisso com o país e vamos cumpri-lo", afirmou. 

Martínez, num comício ao lado do ex-presidente José Mujica, eleito senador, vinculou a volta da direita ao poder no Uruguai após 15 anos de governo da esquerda à situação na Argentina, onde o presidente Mauricio Macri entrega o poder no mês que vem diante de uma grave crise econômica, e ao protestos em outros países da América do Sul.

"Dizem que cortar os gastos públicos não traz efeitos negativos. Sabe no que isso vai dar? No que está acontecendo na Argentina, no Brasil e no que está ocorrendo na Améica Latina. 

No primeiro turno, a Frente Ampla perdeu a maioria no Parlamento. Mais de 2,7 milhões de uruguaios estão habilitados a votar no domingo. / AFP

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