Canon e Panasonic param operações em fábricas na China

O governo da China ameaçou prender quem infringir a lei durante protestos contra o Japão e proibiu a postagem de imagens das manifestações na internet, após um fim de semana de manifestações às vezes violentas, principalmente contra lojas e fabricas.

AE, Agência Estado

17 de setembro de 2012 | 09h17

A Canon informou que suspendeu temporariamente, nesta segunda e terça-feira, a atividade em três de suas quatro principais fábricas na China que produzem câmeras, fotocopiadoras e impressoras, como medida de segurança, tendo em vista a preocupação com as manifestações no país contra o Japão, a respeito de algumas ilhas em disputa.

A suspensão tem por objetivo garantir a segurança de todos os funcionários da empresa - japoneses e chineses - informou um porta-voz da Canon. Até agora, não houve danos registrados em nenhuma das instalações da Canon na China, acrescentou a empresa

A Panasonic também suspendeu as operações em sua fábrica na cidade chinesa de Qingdao, onde produz componentes eletrônicos, depois que suas instalações foram danificadas no fim de semana por manifestantes chineses que protestam contra o Japão.

A Panasonic teve janelas de sua fábrica quebradas, alguns equipamentos danificados e houve um princípio de incêndio na unidade, informou o porta-voz da Panasonic, com sede em Pequim. A fabricante japonesa de eletrônicos ainda avalia quanto tempo levará para retomar as operações.

A decisão da Canon e da Panasonic ocorre em virtude das preocupações crescentes das grandes empresas japonesas diante dos protestos na China sobre as ilhas em disputa no Mar da China Oriental. No sábado, os manifestantes chineses causaram danos a cerca de 10 empresas japonesas, incluindo a fábrica da Panasonic, e restaurantes numa área industrial em Qingdao, com afirmou um funcionário da embaixada do Japão em Pequim.

Ales dessas grandes fábricas, empreendimentos menores também preferiram não abrir suas portas nesta segunda-feira. Restaurantes e lojas em Pequim, incluindo a popular varejista de roupas Uniqlo, ficaram fechadas.

Mais protestos estão previstos para a terça-feira, o aniversário do Incidente Mukden, a explosão de uma ferrovia no nordeste da China que o Japão utilizou como pretexto para invadir o país em 1931. As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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