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Canonização reúne cerca de 400 mil no Vaticano

Durou 2h15 a cerimônia em que o papa João Paulo II canonizou neste domingo, na Praça de São Pedro, no Vaticano, São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei. Roma e o Vaticano foram invadidos pelos peregrinos.Duas horas antes da cerimônia, a praça estava lotada, já não era possível entrar. Apesar das instalações provisórias para ampliar o espaço na Praça de São Pedro, todas as previsões foram superadas. Uma onda humana ultrapassou os limites do Vaticano, tomou conta da Via della Conciliazione e chegou ao Castel Sant´Angelo.Pelos cálculos, aproximadamente 400 mil pessoas participaram da cerimônia. Muitos dos peregrinos assistiram à canonização de telões instalados na praça e ruas adjacentes.A juventude dominou a cena. Acompanhado por mais de 400 cardeais, arcebispos e bispos, o papa concelebrou a missa sob um imenso baldaquim. Entre os concelebrantes estavam o cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano e dom Javier Echevarría, bispo prelado do Opus Dei.Quando o papa pronunciou a fórmula com a qual declarou santo monsenhor Josemaría Escrivá, a multidão aplaudiu, e o coro, então, entoou a antífona Aleluia. Na homilia, pronunciada com voz firme, João Paulo II afirmou a atualidade dos ensinamentos do novo santo.A filiação divina, disse João Paulo II, "era tema recorrente na sua pregação. De fato, não cessava de convidar os seus filhos espirituais a invocar o Espírito Santo para fazer com que (...) a sua relação com Deus e a vida familiar, profissional e social, toda feita de pequenas realidades terrenas, não fossem separadas uma da outra, mas formassem uma única existência santa e plena de Deus".Citando São Josemaría Escrivá, o papa salientou: " Encontramos o Deus invisível nas coisas mais visíveis e materiais." Segundo o papa, a doutrina da santificação da vida cotidiana, difundida pelo fundador do Opus Dei, permite compreender "mais facilmente o que afirma o Concílio Vaticano II": "A mensagem cristã não desvia os homens da construção do mundo (...), mas, ao contrário, impõe-lhes um dever mais rigoroso", concluiu o pontífice.Terminada a cerimônia, e depois que mais de mil padres distribuíram a Comunhão aos fiéis, o papa convidou o prelado do Opus Dei a entrar com ele no papamóvel e juntos percorreram os vários corredores da Praça de São Pedro.Oitenta e quatro países estavam representados na cerimônia. O embaixador do Brasil no Vaticano, Oto Agripino Maia, manifestou sua satisfação com "a forte presença brasileira na canonização". Falando à reportagem, o cardeal dom Eugenio Sales, arcebispo emérito da arquidiocese do Rio de Janeiro e um dos concelebrantes da missa, disse que a canonização de Josemaría Escrivá ajudará a Igreja na preservação "da pureza da doutrina, da reta formação da juventude e da fidelidade ao Santo Padre.""Uma das características da pregação de João Paulo II foi o apelo à santidade. Aí está um modelo para os nossos dias", disse o cardeal referindo-se ao novo santo. O cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ao traçar um perfil do fundador do Opus Dei e de sua mensagem, sublinhou "o forte vínculo que existe entre uma absoluta fidelidade à grande tradição da Igreja e sua fé, com uma desarmante simplicidade, e a abertura incondicionada a todos os desafios deste mundo".As celebrações da canonização continuarão nos próximos dias. Na terça-feira, o bispo prelado do Opus Dei, dom Javier Echevarría, rezará, também na praça de São Pedro, no mesmo altar em que o papa celebrou, missa de ação de graças pela canonização de São Josemaría Escrivá, depois da qual o papa concederá audiência aos fiéis.Uma grande multidão deverá estar presente. A prefeitura de Roma, temendo um engarrafamento, decidiu que o transporte será gratuito. Do dia 8 ao dia 10 serão celebradas 29 missas de ação de graças em mais de 15 idiomas, por cardeais e bispos em 16 igrejas romanas. A missa para os peregrinos de língua portuguesa, na Basílica de S. Andréa della Valle, será presidida pelo cardeal Saraiva Martins, prefeito da Congregação das Causas dos Santos e concelebrada pelo cardeal Eugenio Sales.

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