Cantora anunciava uma ''jukebox'' em seu disco inédito

O produtor Salaam Remi, que trabalhou em canções de Amy Winehouse, liberou ontem ,em seu perfil no Twitter, uma versão inédita de uma já conhecida música do repertório da cantora, Some Unholy War - antepenúltima do disco Back to Black, de 2006. A versão, mais arrastada, tinha ficado fora do disco.

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2011 | 00h00

Se não é uma "nova" canção de Amy, ao menos é um aperitivo para os desolados fãs. O que virá a seguir ainda é um mistério. A cantora teria deixado um álbum inteiro gravado, um disco cheio de novidades, entre elas uma parceria com o cantor americano Cee Lo Green.

O disco deveria ter saído em maio, mas Amy teve recaída em seus problemas de saúde. A própria cantora teria falado ao jornal Metro e mencionado uma nova data, que seria janeiro de 2012. Essa agenda deve ser acelerada pelo selo Island Records, para pegar o clima de comoção com o desaparecimento precoce da cantora. "O álbum vai levar seis meses no máximo. Está caminhando para ser como se fosse meu segundo disco, no qual havia um monte de coisas de jukebox e canções que são do tipo... jukebox, na verdade. Mal posso esperar para ver como serão as novas canções no palco, juro", disse Amy ao jornal.

Produzido pelo mago Mark Ronson, um lapidador de talentos da nova geração, Back to Black projetou Amy como a cantora mais importante desse início de século. Ninguém foi tão influente, como reconhecem discípulas como Adele, Lily Allen, e concorrentes como Lady Gaga e MIA (que ontem postou em seu site uma canção sob o impacto da morte de Amy, 27, dedicada "a todos meus amigos que morreram com 27 anos")

Para fazer o disco que mudou uma era, Ronson recrutou os músicos da banda de Sharon Jones, os Dap-Kings, responsáveis por aquele toque de brechó musical que Amy soube encaixar tão bem no seu estilo. A questão é: o que Amy poderia fazer depois daquilo? Continuaria conectando pontas do passado ou mergulharia no futuro? Ronson já não estava mais com ela. Os Dap-Kings passaram a se dedicar a sua mentora. Amy raramente dava entrevistas, o que parecia demonstrar que, dona de notável intuição, não sabia explicar teoricamente sua própria influência.

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