The Boston Globe via AP
The Boston Globe via AP

Capa de jornal satiriza chegada de Trump à presidência dos Estados Unidos

The Boston Globe prevê distúrbios, a queda dos mercados e o começo das deportações

O Estado de S. Paulo

10 Abril 2016 | 18h35

O jornal The Boston Globe, o principal de Massachusetts, brincou neste domingo com a chegada ao poder do magnata Donald Trump, pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, em uma capa satírica na qual prevê distúrbios, a queda dos mercados e o começo das deportações.

Com esta capa falsa, a direção do The Boston Globe procura mostrar como seriam os Estados Unidos após a chegada à Casa Branca de Trump, que propôs construir um muro na fronteira com o México, deportar todos os imigrantes ilegais do país e vetar a entrada de muçulmanos.

"Este é um exercício de tomar-lhe a palavra. E sua visão sobre os Estados Unidos promete ser tão terrível na vida real como é nesta página em preto e branco", ressalta a direção do jornal em um editorial.

A página finge ser a capa do The Boston Globe do dia 9 de abril de 2017 e, nela aparece uma grande foto do magnata nova-iorquino acompanhada por uma manchete que anuncia o começo das deportações dos 11,3 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA.

No texto que acompanha à foto, o jornal fala do afundamento dos mercados e de um plano de Trump para triplicar o número de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), encarregados de deportar os imigrantes que vivem dentro do país.

"Milhares de manifestantes seguem acampados fora do Hotel Internacional de Trump (situado em Washington) e ao redor da cerca da Casa Branca", retrata o jornal que satiriza sobre "o aroma de gás lacrimogêneo" no parque da Lafayette Square, em frente à mansão presidencial.

Em seu editorial, a direção do The Boston Globe pede que o Partido Republicano "pare" Trump, que ainda batalha para conseguir os 1.237 delegados necessários para garantir a candidatura à Casa Branca na Convenção Republicana em Cleveland (Ohio) em julho.

Se Trump não alcançar esse número de delegados, se abre a possibilidade de um convenção disputada, na qual a velha-guarda do Partido Republicano poderia propor outro candidato.

Este movimento contra Trump dentro do partido conservador foi liderado pelo ex-candidato presidencial Mitt Romney, que perdeu em 2012 contra o atual presidente, Barack Obama, e que expressou seu apoio aos outros pré-candidatos na disputa, o senador Ted Cruz e o governador John Kasich. 

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