REUTERS/Siegfried Modola
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Capacetes azuis da ONU são acusados de novos casos de abuso sexual

Casos foram registrados na República Centro-Africana, onde a organização mantém missão de estabilização formada por mais de 9 mil soldados; apenas no país já são 25 denúncias em 2016

O Estado de S. Paulo

29 de março de 2016 | 11h20

GENEBRA - A ONU informou na segunda-feira, 28, sobre novas acusações de abusos sexuais envolvendo seus capacetes azuis na República Centro-africana. Os casos afetam o contingente burundinês e um soldado marroquino. Esses casos se somam aos informados na sexta-feira pela Missão da ONU na República Centro-africana (Minusca).

As acusações de abusos sexuais e de exploração sexual reunidas pelas Nações Unidas na República Centro-africana desde o início do ano já chegam a 25, informou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric. Outros 6 supostos casos foram apontados nesse ano em outras missões de manutenção da paz da ONU, acrescentou Dujarric.

A primeira acusação revelada na segunda-feira diz respeito a "membros do contingente militar burundinês" da Minusca, acusados de terem estuprado um menor de 14 anos. Já o soldado marroquino, não identificado, é acusado de ter explorado sexualmente uma mulher adulta em fevereiro em Bangassou, no sul do país.

Diante da multiplicação desse tipo de escândalos entre os capacetes azuis, sobretudo na República Centro-africana, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se comprometeu a repatriar todo o contingente em caso de acusações persistentes, e o Conselho de Segurança aprovou em 11 de março uma resolução nesse sentido. / AFP

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