Capacetes azuis desembarcam no sul do Líbano

Os capacetes azuis italianos estão desembarcando no sul do Líbano para se mobilizarem nesta região a fim de vigiar a trégua entre Israel e o Hezbollah depois de interromper o processo durante algumas horas por causa de uma ressaca.Um dos porta-vozes dos marinheiros italianos, Federico Mariani, disse hoje à imprensa que mais da metade dos militares do primeiro regimento enviado pelo país já tinha desembarcado em Tiro.Quase 900 capacetes azuis do regimento San Marco, equipado com veículos militares, serão mobilizados no sul do Líbano para reforçar a força da ONU encarregada de aplicar a resolução 1.701 do Conselho de Segurança.Marini acrescentou que os militares que desembarcaram se instalaram em um campo nos arredores de Tiro e trabalharão com a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul).A Itália prometeu enviar 2.500 soldados ao Líbano. A nova força será integrada por efetivos franceses, espanhóis, portugueses e de vários países asiáticos.Mariani acrescentou que outros 200 militares chegarão pelo porto e aeroporto de Beirute, submetidos a um bloqueio marítimo e aéreo israelense, razão que levou os deputados libaneses a protestar no Parlamento no sábado.O ministro da Defesa libanês, Elias Murr, afirmou que o bloqueio pode ser suspenso em uma semana e que o Governo israelense pode tomar uma decisão neste sentido."Recebi garantias de Geir Pedersen (representante de Kofi Annan no Líbano) de que o bloqueio pode ser suspenso nos próximos dias ou em uma semana", disse Murr. O ministro acrescentou que as tropas israelenses poderiamdesocupar o Líbano em um prazo de "entre uma e três semanas".Em uma tentativa de ajudar a consolidar a trégua, o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora ,anunciou que pode viajar em breve à Síria, cujas relações com o Líbano se deterioraram após o assassinato do ex-chefe de Governo Rafik Hariri, em fevereiro de 2005, atribuído ao regime de Bashar Assad.Durante sua recente estadia em Beirute, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, tinha anunciado que as autoridades sírias se comprometeram a ajudar a aplicar a resolução 1.701 e estavam dispostas a receber Siniora para melhorar os vínculos e restabelecer relações diplomáticas.

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