Capelão do Costa Concordia diz que água invadiu navio em 20 minutos

Segundo ele, a desordem não foi culpa da tripulação, mas do pânico e do medo dos passageiros

Efe,

15 de janeiro de 2012 | 14h12

O capelão do Costa Concordia, Raffaele Marina, falou neste domingo em nome da tripulação do cruzeiro, a qual considerou que se "arriscou" com os passageiros e que não pode ser acusada de "inexperiente", já que a desordem foi provocada pelo pânico e a rapidez com que a água invadiu o cruzeiro, em cerca de 20 minutos.

"É fácil taxar de 'inexperientes'. A desordem não foi culpa da tripulação, mas do pânico e do medo dos passageiros. A tripulação se arriscou e não é verdade que não fez nada", afirmou Marina em declarações à "Rádio Vaticano".

Perguntado sobre o que aconteceu depois da colisão, o sacerdote insistiu que houve reações "de pânico".

"Quando aconteceu o choque, a tripulação tentou restabelecer o fornecimento de luz. Mas era tarde, já que em menos de 20 minutos a sala de máquinas foi invadida pela água", relatou.

Marina acrescentou: "não dava para fazer mais nada, o comandante tentou levar o navio para perto da margem, mas o cruzeiro começou a se inclinar quando estava entre 150 a 200 metros do porto".

O capelão destacou que tentou acalmar os passageiros e ajudou as mães com crianças de colo a subirem nos botes salva-vidas.

Raffaele Marina se mostrou confiante de que ainda haja pessoas vivas dentro do Concordia, encalhado em frente à costa da ilha italiana de Giglio. 

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