Daniel Slim/AFP
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Capital americana pode multar em até US$ 5 mil quem desobedecer ordem de isolamento

Prefeita de Washington emitiu ordem a residentes para que permaneçam em casa para conter avanço da pandemia do coronavírus

Beatriz Bulla / Correspondente, Washington, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2020 | 18h20
Atualizado 30 de março de 2020 | 19h38

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, editou uma ordem nesta segunda-feira, 30, para que os moradores permaneçam em casa, exceto para realização de atividades essenciais. Aqueles que descumprirem a ordem estão sujeitos a pagamento de multa que pode chegar a US$ 5 mil (o equivalente a quase R$ 26 mil) e a até 90 dias de prisão.

"Devido ao aumento de casos de coronavírus em D.C. e na região e no país, eu determinei ordem de permanecer em casa para o Distrito de Colúmbia. Essa ordem reforça minha orientação aos moradores que fiquem em casa exceto para realização de atividades essenciais", anunciou a prefeita. Até essa segunda-feira, a capital dos EUA tem 408 casos confirmados e 9 mortes em decorrência de complicações do coronavírus.

Há 15 dias a capital dos EUA já tem comércio e atividades não essenciais fechados. Restaurantes só tem autorização para operar em sistema de delivery. As restrições foram ampliadas há cinco dias, quando todos os moradores foram alertados por mensagens de texto disparadas aos celulares de que deveriam evitar sair de casa e todos os negócios não essenciais estariam fechados. A ordem desta segunda-feira estabelece a multa e possibilidade de prisão para os que descumprirem as orientações locais.

A cidade já tem ficado completamente vazia. No fim de semana, ciclistas e corredores vão até o National Mall, onde estão concentrados a maior parte dos monumentos da cidade. A prefeitura interditou a região do reservatório Tidal Basin, onde estão plantadas árvores cerejeiras que florescem nesta época do ano e atraem milhares de turistas para a cidade.

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A determinação foi coordenada com os Estados de Maryland e Virgínia. As cidades dos dois Estados que ficam nos arredores da capital americana são regiões dormitório para parte dos que trabalham no Distrito de Columbia. A decisão vem no mesmo dia em que os EUA acumulam mais de 153 mil casos de coronavírus e quase 3 mil mortes. 

Entre as atividades essenciais estão a ida ao mercado ou consultas ao médico, desde que não seja possível resolver por telefone. Exercícios físicos ao ar livre estão liberados, mas desde que praticados sem companhia ou, no máximo, junto de pessoas que morem na mesma casa. 

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