Capital do Egito é atingida por onda de blecautes

Vários cortes de energia foram registrados nesta quinta-feira em partes do Cairo, prejudicando a locomoção no lotado sistema de metrô da capital egípcia e adiando o início dos negócios na bolsa de valores.

AE, Agência Estado

09 de agosto de 2012 | 16h46

Cortes de energia têm sido frequentes em todo o país desde o início do verão. Os blecautes, além dos cortes no fornecimento de água, têm irritado os egípcios, que em alguns casos saem às ruas em protesto.

A piora nos serviços básicos também levou ao aumento das críticas ao novo primeiro-ministro do país, Mohammed Mursi, que enfrenta uma série de problemas sociais, além de um sério déficit orçamentário.

O premiê prometeu enfrentar, em seus primeiros dias no cargo, problemas que afetam o cotidiano egípcios, como falta de combustível, de segurança e o lixo acumulado nas ruas. Muitos de seus críticos dizem que ele fracassou em atender às expectativas.

As autoridades têm sido pressionadas a explicar o crescente aumento dos cortes de energia, que se tornaram particularmente difíceis desde 20 de julho, quando teve início o mês sagrado do Ramadã, período em que muçulmanos devotos fazem jejum do amanhecer ao pôr-do-sol.

Duas as três linhas de metrô do Cairo ficaram paradas por mais de uma hora, durante o horário de pico da manhã. A paralisação do sistema fez com que as pessoas usassem seus carros, provocando vários engarrafamentos nesta quinta-feira.

As autoridades têm divulgado várias razões para os cortes de energia, confundindo e irritando ainda mais a população e alimentando as suspeitas de que os cortes são desnecessários ou causados em grande parte por incompetência e corrupção. Durante o último ano de poder do ex-presidente Hosni Mubarak os blecautes eram frequentes, mas não como neste verão. As informações são da Associated Press.

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