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Capitão da AirAsia não deixou cabine, dizem investigadores

Equipe que comanda inquérito sobre queda de aeronave contesta reportagem da agência 'Reuters' sobre ausência de piloto

O Estado de S. Paulo

02 de fevereiro de 2015 | 16h59

JACARTA - Investigadores de acidentes aéreos indonésios disseram nesta segunda-feira, 2, que até agora não encontraram indícios de que o piloto do avião da AirAsia deixou seu assento ou o sistema de controle automático estava desligado, pouco antes de a aeronave cair no mar.

Duas fontes próximas à investigação haviam dito à agência Reuters que o capitão Iriyanto estava fora de seu lugar realizando o procedimento incomum de retirar o interruptor de um computador de voo quando seu copiloto aparentemente perdeu o controle do Airbus A320.

O voo AirAsia QZ-8501 desapareceu das telas de radar em 28 de dezembro após realizar menos da metade da rota de duas horas da cidade de Surabaya, a segunda maior da Indonésia, a Cingapura. Todas as 162 pessoas a bordo morreram.

“Até hoje, ainda não há indicação de que o capitão deixou seu assento, como relatado pela Reuters”, declarou o investigador do Comitê Nacional de Segurança no Transport, Ertata Lananggalih, à agência no escritório da equipe em Jacarta, referindo-se à reportagem publicada sábado.

Pessoas familiarizadas com a investigação haviam dito à Reuters anteriormente que os investigadores estavam examinando registros de manutenção de um dos sistemas automatizados do avião, o Flight Augmentation Computer (FAC), e como os pilotos podem ter reagido a uma falta de energia.

Na sexta-feira, a Bloomberg News publicou que os pilotos podem ter tentado reiniciar o FAC durante o voo e que em seguida teriam retirado o interruptor para cortar a energia do dispositivo.

As fontes disseram à Reuters que foi o capitão indonésio quem adotou a medida e não seu copiloto francês, Remy Plesel, que tinha menos experiência e estava pilotando o avião. / REUTERS

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