Capitão diz que foi o último a abandonar o navio

Francesco Schettino nega falha no auxílio aos passageiros e diz que sistema automático não detectou rocha.

BBC Brasil, BBC

15 de janeiro de 2012 | 13h45

O capitão do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, negou neste domingo as acusações de que teria deixado a embarcação sem prestar auxílio aos outros ocupantes e afirmou que só deixou o navio após terminar o processo de evacuação.

Schettino, de 52 anos, foi detido pela polícia italiana para interrogatório no sábado. Ele está sendo investigado sob a acusação de homicídio e de não prestar auxílio aos passageiros.

O Costa Concordia naufragou na noite de sexta-feira com cerca de 4.200 pessoas a bordo, incluindo mil tripulantes. Três mortes foram confirmadas e 17 pessoas continuavam desaparecidas ao final da tarde deste domingo.

Em uma entrevista transmitida pela TV italiana, Schettino foi questionado se seguiu a máxima de que "o capitão é o último a deixar o barco". "Fomos os últimos a deixar o navio", ele responde.

O capitão afirmou ainda que, de acordo com as informações de que dispõe, as rochas que provocaram a ruptura do casco do navio e seu afundamento não teriam sido detectadas pelo sistema de navegação automática da embarcação.

Segundo ele, as cartas náuticas não indicariam a presença de rochas no local. "Não deveríamos ter tido esse impacto", afirmou.

O presidente da Costa Crociere, empresa operadora do navio, Gianni Ororato, afirmou que o capitão teria feito uma manobra com a intenção de proteger os passageiros e os tripulantes, mas que ela não foi bem sucedida por causa da rápida inclinação do navio após o impacto. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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