Capriles anuncia série de viagens a Brasil, Peru e Chile

Líder da oposição da Venezuela não disse se pretende se reunir com presidentes, a exemplo do que fez na Colômbia

CARACAS, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2013 | 02h11

O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, anunciou ontem que visitará Brasil, Peru e Chile como parte de seu esforço para denunciar uma suposta fraude nas eleições de abril, quando foi derrotado por 1,5 ponto porcentual pelo presidente Nicolás Maduro. O pedido de recontagem dos votos do antichavista não foi completamente aceito pela Justiça eleitoral venezuelana, em sua maioria composta por juízes nomeados pelo governo.

"Os próximos países que vamos visitar serão Peru, Brasil, Chile e, provavelmente, o México", disse Capriles em seu programa de televisão via internet Venezuela Somos Todos. "Continuarei levando a voz da maioria dos venezuelanos a outros países. É muito importante que levantemos a bandeira da democracia, da alternância de poder e do progresso na América Latina."

Capriles teve de adiar uma visita ao Peru depois da repercussão negativa de sua ida à Colômbia, no mês passado, quando se reuniu com o presidente Juan Manuel Santos. O encontro provocou um princípio de crise diplomática entre Bogotá e Caracas. O governo bolivariano ameaçou romper as relações com o país vizinho e deixar de colaborar com as negociações entre Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A agenda das visitas aos três países, assim como a data das viagens, ainda não foi definida pela equipe do governador de Miranda.

Depois da polêmica provocada por seu encontro com Santos, Capriles evitou dizer se pretende se reunir com os presidentes Ollanta Humala, Sebastián Piñera, Dilma Rousseff e Enrique Peña Nieto. "Ao contrário de Maduro, não ando procurando fotos para mostrar", acrescentou. "Estamos levando a voz da verdade."

Na visita a Lima que acabou cancelada, Capriles tinha previsto encontros com o ex-presidente Alan García e parlamentares de oposição a Humala. Ao anunciar a viagem, o oposicionista também disse temer que o sistema de reeleições sem limite existente na Venezuela seja copiado nos países vizinhos. "Há muitos países da América Latina que pretendem mudar suas constituições e aprovar reeleições infinitas", afirmou. "Temos a responsabilidade de evitar isso." / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.