REUTERS/Marco Bello
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Capriles convoca nova manifestação a favor de referendo revogatório

Governador de Miranda vai contra proposta da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que chamou para a mesma data campanha para pessoas assinarem novamente pedido de referendo

O Estado de S. Paulo

03 Junho 2016 | 16h25

CARACAS - O governador do Estado de Miranda e ex-candidato à presidência da Venezuela Henrique Capriles convocou uma passeata para a segunda-feira, 6, até a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para exigir que o órgão anuncie a passagem à próxima etapa para ativar o referendo revogatório para destituir o presidente Nicolás Maduro.

O anúncio de Capriles nesta sexta-feira, 3, ocorre um dia após a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) convocar uma campanha para que as pessoas novamente assinem o pedido de um revogatório.

"Nós não temos que voltar a assinar, nós temos que validar nossas assinaturas, nós temos que nos mobilizar na segunda-feira para exigir do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em um protesto que eles respeitem esta Constituição", disse em entrevista coletiva.

A validação das assinaturas que a MUD entregou ao CNE no dia 2 de maio seria a segunda e última etapa para que se ative o processo revogatório. Depois dessa fase, seria iniciada uma nova coleta de assinaturas, cerca de quatro milhões, que representam 20% do registro eleitoral.

Capriles esclareceu que, embora faça parte da MUD, não pode permanecer calado "frente à situação que está acontecendo no país" e se vê forçado a convocar a um protesto.

"Nós tomamos a decisão de ir na segunda-feira ao CNE e vamos todas as vezes que forem necessárias, nos deixem chegar ou não, este é um assunto de todos os dias, até que vocês do CNE entendam", disse aos representantes do órgão que acusa de serem aliados do governo de Maduro.

A MUD pediu na quinta-feira aos que querem um revogatório para que "confirmem suas assinaturas" na próxima segunda-feira em diferentes postos que serão disponibilizados para este fim em todo o país como uma jornada de protesto pela suspensão da reunião que a aliança teria nesta quinta-feira com os representantes do Poder Eleitoral, mas que foi cancelada sem explicações.

A oposição esperava que nessa reunião se informasse quando ocorreria a validação, assim como a obtenção de um cronograma completo do revogatório. / EFE

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