AP Photo/Eraldo Peres
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Capriles denuncia golpe na Venezuela e pede ajuda da OEA

Líder opositor compara suspensão da Assembleia a autogolpe de Fujimori no Peru nos anos 90 e diz que chavismo promoveu 'Madurazo'

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2017 | 16h00

BOGOTÁ - O governador do Estado de Miranda e líder opositor venezuelano, Henrique Capriles, disse nesta sexta-feira, 30,  em Bogotá que a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) constitui um golpe de Estado para beneficiar o presidente Nicolás Maduro e pediu que a Organização dos Estados Americanos (OEA) se pronuncie contra essa medida. 

"Vimos o Madurazo que ocorreu na Venezuela com o apoio de um tribunal", disse Capriles, em referência ao "Fujimorazo" - autogolpe dado pelo então presidente peruano Alberto Fujimori, que fechou o Congresso em 1992 para governar com plenos poderes. 

Capriles pediu que o Conselho Permanente da OEA seja convocado para tratar da crise política da Venezuela. No começo da semana, a entidade aprovou a investigação da crise econômica e política no país, mas não obteve consenso para a aplicação da Carta Democrática, que implicaria sanções contra Caracas. 

"A OEA deve ser a primeira entidade interamericana a se pronunciar", afirmou Capriles. "Maduro está desconhecendo o voto de 14 milhões de venezuelanos." / EFE

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