Capriles diz que até chavistas pensam em afastar Maduro

Líder da oposição garante que, membros do PSUV estudam a possibilidade de convocar um referendo revogatório

CARACAS, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2013 | 02h03

O líder da oposição na Venezuela, Henrique Capriles, afirmou ontem que dentro do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) foi cogitada a possibilidade de se realizar um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro.

"Apenas um mês após a vitória ilegítima de Maduro, declarada pelo Conselho Nacional eleitoral, até em suas próprias filas reviveram a ideia do revogatório, pois o povo não pode continuar esperando por soluções que sabe que não vão ser anunciadas por esse grupo de incompetentes", escreveu Capriles em um artigo publicado em vários jornais locais.

Um referendo revogatório pode ser convocado na Venezuela quando o presidente, governador ou prefeito completou metade de seu mandato, que no caso de Maduro ocorrerá apenas em 2016. Ele foi eleito em 14 de abril por uma estreita margem sobre Capriles, que apresentou um pedido de impugnação.

Capriles reiterou que foi vítima de fraude e por isso pediu a impugnação do processo eleitoral. O opositor acrescentou que Maduro e anteriormente Hugo Chávez, cuja morte em março forçou a realização de eleições, traíram os venezuelanos.

Por esse motivo, segundo Capriles, integrantes do PSUV já estão debatendo essa possibilidade. "Não foi pouco trair durante 14 anos as promessas feitas ao povo", afirmou.

Capriles lembrou que Chávez atribuía os problemas do país aos social democratas e democratas-cristãos que se alternaram no poder durante 40 anos antes que ele iniciasse seu governo, em 1999.

Mas, segundo o líder opositor, o governo do presidente morto "somou mais 14 anos de ineficiência, violência e deterioração da qualidade de vida" do venezuelano. "Mais de meio século de políticas erradas são muitos anos de desrespeito ao povo." / EFE

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