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Capriles exige início de auditoria de eleição

Candidato opositor venezuelano acusa chavista Maduro de 'roubar' a presidência do país

CARACAS, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2013 | 02h06

O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, voltou a pressionar o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) pelo início da auditoria adicional no processo que definiu Nicolás Maduro como presidente do país.

Ontem, venceu um prazo dado como "ultimato" por Capriles para o começo da averiguação, exigida por ele e aprovada pelo CNE na semana passada.

Na noite de quarta-feira, Capriles voltou a acusar o chavista de "roubar" a presidência. A vitória de Maduro no dia 14 foi por uma margem inferior a 2 pontos porcentuais.

Até o início da noite, o CNE não tinha se pronunciado sobre a nova exigência de Capriles.

O opositor, que governa o Estado de Miranda, também afirmou ontem que há uma perseguição por parte de Maduro contra funcionários públicos que não apoiam o chavismo.

"Nós, que temos o poder, não podemos usá-lo para perseguir alguém por sua forma de pensar porque isso não é democracia."

Maduro rebateu a pressão de Capriles dizendo que a oposição está montando "uma segunda emboscada" contra seu mandato.

O chavismo acusa a oposição de incitar os distúrbios que ocorreram em diversas cidades do país logo após a eleição e deixaram o saldo de nove mortos e depredação de prédios ligados a programas sociais.

O governo anunciou a prisão de um jovem americano acusado de participar da organização das manifestações que terminaram em violência.

O ministro do Interior e Justiça, Miguel Rodríguez Torres, disse que Timothy Hallett Tracy foi detido por receber dinheiro "de ONGs estrangeiras" para ajudar a desestabilizar a Venezuela.

O pai do acusado, Emmet Tracy, que mora no Estado do Michigan, disse à agência Associated Press que o filho estava na Venezuela desde o ano passado para filmar um documentário sobre a situação política do país.

Maduro ordenou que as forças de segurança detenham todos os suspeitos de participação nos distúrbios que ocorreram entre a noite do dia 14 e o dia 16. / AP E REUTERS

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