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Capriles reitera que não incitou violência

Não há uma única palavra minha pedindo o embate entre irmãos, disse Capriles à CNN em espanhol

O Estado de S. Paulo,

17 de abril de 2013 | 08h59

CARACAS - O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, reiterou na noite de terça-feira, 15, que não incitou a violência de seus partidários contra militantes chavistas. Na noite anterior, 7 pessoas morreram pelo país e o governo do presidente eleito Nicolás Maduro denunciou uma tentativa de golpe de Estado.

"O mundo teve acesso a todas minhas declarações e informações que apresentei. Não há uma única palavra minha pedindo o embate entre irmãos, disse Capriles à CNN em espanhol. "O governo de Maduro tem mentido de todas as maneiras. Mentiram sobre Chávez, quando deram a entender que ele poderia assumir o governo, mentiram sobre a desvalorização do bolívar. Somos combativos diante da mentira, mas nunca defendemos a violência.  

Mais cedo, Capriles cancelou uma marcha de seus partidários rumo ao Conselho Nacional Eleitoral para pedir uma recontagem dos votos da eleição de domingo, vencida por Maduro com uma vantagem de 1,6 ponto porcentual.  

Maduro afirmou que um “grupo muito pequeno” de integrantes das Forças Armadas já está sob investigação por indícios de envolvimento com a oposição. Maduro disse que os nomes dos militares suspeitos seriam divulgados “no momento adequado”. O presidente acrescentou que o grupo estaria planejando atuar durante a passeata convocada para hoje pelos opositores.

O governo disse ter detido 135 pessoas que provocavam confusão. Uma das mortes ocorreu em Baruta, distrito do sudeste de Caracas. As demais se deram em Maracaibo, El Valle e Cumanacoa. O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, disse também ontem que ordenou a abertura de uma investigação penal contra a oposição, incluindo Capriles. Cabello acusou os líderes por “atos de violência” cometidos nos protestos.

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