Captura de Kadafi é 'questão de tempo', afirmam rebeldes

Insurgentes dizem que ditador está cercado, mas há relatos conflitantes sobre seu paradeiro

Agência Estado

07 Setembro 2011 | 08h48

TRÍPOLI - O ditador líbio Muamar Kadafi está cercado e sua captura ou morte é questão de tempo, afirmou nesta quarta-feira, 7, um porta-voz do novo conselho militar da Líbia. Segundo Anis Sharif, Kadafi continua na Líbia, numa área com raio de 60 quilômetros cercada por combatentes rebeldes. "Ele não tem como escapar", afirmou.

 

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Sharif não especificou a localização da Kadafi, mas disse que ele foi rastreado com o uso de meios tecnológicos e serviços de inteligência. O anúncio ocorre depois de comboios de líbios fiéis a Kadafi, incluindo seu chefe de segurança, terem fugido através do Saara em direção a Níger.

 

 

Já o vice-ministro da Defesa dos rebeldes, Mohammad Tanaz, disse que o insurgentes não sabem onde Kadafi está, mas afirmou que o ditador poderia estar se escondendo em uma rede de túneis subterrâneos da capital. Apesar dos esforços empreendidos na captura do coronel, Tanaz disse que a caçada não é a prioridade de seus homens. "Nosso principal objetivo é libertar toda a Líbia", concluiu.

 

 

A oposição já divulgou informações sobre o possível paradeiro de Kadafi que se mostraram conflitantes e até falsas uma série de vezes. Os últimos relatos, porém, dão conta de que o ditador estaria se escondendo em alguma região do deserto líbio, situado no sul do país e poderia estar se deslocando para o Chade ou para o Níger.

 

Otan

 

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também não tem informações sobre o possível paradeiro de Kadafi. "Não sabemos nada sobre onde ele está e, devo acrescentar, ele não é um alvo das nossas operações", disse o secretário-geral da aliança, Anders Fogh Rasmussen.

 

A Otan - que realiza ataques aéreos contra as instalações de Kadafi na Líbia sob mandato da ONU para proteger civis - informou ter bombardeado os arredores de Sirte, cidade natal do ditador. Foram atingidos seis tanques, seis veículos de combate blindados e um depósito de munições, entre outros alvos. Também foram atacadas as cidades de Hun Sabha e Waddan, todas sob domínio das tropas do governo. As informações são da Associated Press.

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