Capturado chefão das drogas mexicano

O maior chefe do narcotráfico mexicano, Benjamín Arellano Félix - um dos dez mais procurados pelo FBI (a polícia federal americana) -, foi preso nesta sábado perto da cidade central mexicana de Puebla e levado para "local seguro" na capital do país, informaram a Secretaria de Defesa e a Procuradoria-Geral da República.As autoridades anunciaram ainda que Arellano - chefão do cartel de Tijuana - confirmou a morte do irmão Ramon Arellano Félix durante um tiroteiro com a polícia no dia 10 de fevereiro, em Mazatlan, no norte do México. A polícia mexicana tinha dúvidas sobre isso porque Ramón portava documento de identidade de outra pessoa e seu corpo, reclamado imediatamente por pessoas que disseram ser seus parentes, foi cremado.Os governos mexicano e norte-americano estavam há anos no encalço dos Arellanos e o Departamento de Estado dos EUA oferecia recompensa de US$ 2 milhões pela prisão. "Nós o procurávamos há anos", disse o chefe da agência norte-americana de combate ao narcotráfico (DEA), Asa Hutchinson. "Era nossa prioridade."A prisão do cérebro do cartel de Tijuana e a morte do irmão são um golpe devastador para a gangue que maior volume de cocaína envia ao mercado dos EUA, segundo o governo norte-americano. Ao ser detido, numa batida policial na casa onde estava, em Puebla, Arellano tinha consigo uma maleta com US$ 4 milhões. Na residência havia um pequeno altar com a fotografia de Ramon, o que comprovaria que ele realmente morreu.As autoridades mexicanas informaram ainda que na operação também foi detido o lugar-tenente de Arellano, Manuel Martínez Gonzáles, conhecido como "La Mojarra", encarregado das atividades de lavagem de dinheiro da organização e da segurança da família do chefão. A área de influência do cartel de Tijuana se concentra nos Estados mexicanos da costa do Pacífico. A organização é acusada de ter matado numerosos rivais, na disputa pelo controle do multimilionário negócio do tráfico de cocaína e maconha pela fronteira mexicano-americana.

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