Capturado suposto líder de grupo ligado à Al-Qaeda

A polícia capturou o suposto líder um grupo extremista ligado à rede Al-Qaeda, que planejava utilizar caminhões repletos de explosivos para atentados contra a Bolsa de Valores de Manila, centros comerciais e embaixadas estrangeiras, informou nesta quinta-feira o governo das Filipinas.Abdulmukim Edris, o suposto chefe da equipe de explosivos do grupo extremista Abu Sayyaf, declarou à polícia que planejava utilizar telefones celulares para detonar bombas compostas por nitrato de amônia a partir deste mês, disse o general Benjamin Defensor, chefe do Estado Maior das Forças Armadas filipinas.Edris, acusado por uma série de atentados, foi capturado na terça-feira na cidade de Pasay, disse Defensor."Temos informações sobre o que eles estariam planejando e demos o alerta sobre possíveis alvos", afirmava Defensor, enquanto Edris era apresentado à imprensa e à presidente Gloria Macapagal Arroyo.Dois soldados leadeavam o suspeito que se mantinha parado, de cabeça baixa, perante Arroyo, que tinha nas mãos o desenho de um caminhão bomba desenhado pelo suspeito.De acordo com Defensor, Edris foi "denunciado por seus comparsas" em pelo menos quatro atentados realizados em Zamboanga no mês passado, quando 12 pessoas morreram e 200 ficaram feridas.Edris admitiu que sua equipe já conduziu "operações de reconhecimento de área e preparou planos" para atacar a Embaixada dos Estados Unidos e outros alvos na região metropolitana de Manila "a partir de novembro de 2002", informou, por meio de um comunicado, a Polícia Federal das Filipinas.Defensor comentou que Edris recebeu treinamento de dois iemenitas para a confecção de carros-bomba que poderiam ser detonados por telefones celulares ou relógios digitais em um campo do Abu Sayyaf em Basilan, sul das Filipinas, no ano passado.Durante o interrogatório, Edris descreveu os dois iemenitas como "pessoas muito importantes na Al-Qaeda", a rede extremista liderada pelo milionário saudita Osama bin Laden, informou uma fonte do serviço secreto.Ainda segundo a polícia federal, um emissário do Abu Sayyaf teria viajado em busca de apoio financeiro de dirigentes da Al-Qaeda em Kuala Lumpur em julho de 2001, para promover ataques nas Filipinas.

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