Caracas acusa deputada opositora de planejar golpe de Estado

Governistas dissera que María Corina Machado fazia parte de plano para matar Maduro

O Estado de S. Paulo,

28 Maio 2014 | 16h59

CARACAS - O governo venezuelano acusou a deputada cassada María Corina Machado de fazer parte do plano de um golpe de Estado. Integrantes do governo convocaram uma entrevista nesta quarta-feira, 28, para apresentar supostas provas do plano.

Estavam presentes o prefeito de Libertador, Jorge Rodríguez, a mulher de Nicolás Maduro, Cilia Flores, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, o presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, e o vice-presidente, Jorge Arreaza.

Rodríguez mostrou diversos e-mails aos jornalistas dizendo que eram de Corina, informou o jornal venezuelano El Universal. Nas conversas, segundo Rodríguez, a ex-deputada escreve ao constitucionalista Gustavo Tarre para criticar a ação de alguns políticos com relação a sua cassação e garante que lutará até que o governo caia.

A acusação do governo também envolve o economista Salas Romer nos planos para "desestabilizar" o presidente Nicolás Maduro. "Existe um complexo plano para acabar com a paz que inclui, em primeiro lugar, a intenção de um assassinato. Para isso, arrecadaram fundos para matar Nicolás Maduro e dar um golpe militar em paralelo, que felizmente foi descoberto em tempo", afirmou Rodríguez, segundo o El Universal.

"Não faltará quem tente desvirtuar as denúncias que apresentamos", acrescentou Rodríguez, explicando como o governo obteve as provas. Segundo o prefeito, todas as conversas apresentadas são parte de uma investigação criminal. "Reunimos provas que a Justiça, por meio do Ministério Público, estava levantando sobre o golpe e a tentativa de assassinato."

A denúncia também abrange o empresário Eligio Cedeño, apontado como um dos grandes financiadores das manifestações deste ano contra o governo na Venezuela, que ganharam o nome de "La Salida". Com isso, o prefeito disse deduzir que os protestos não foram estudantis, pacíficos e espontâneos, como a oposição venezuelana alega.

Rodríguez afirmou que o grupo também cogitou matar Cabello e o ministro Miguel Rodríguez Torres e disse querer chamar os representantes da Mesa de Unidade Democrática (MUD) para uma reunião com a intenção de mostrar as provas obtidas. "Se eles (MUD) não estão de acordo com a atuação dessa senhora (Corina) que a expulsem."

O prefeito concluiu a entrevista dizendo que o governo apresentará nos próximos dias provas contra todos os envolvidos no plano de golpe militar.

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