Caracas atrapalha abertura em Cuba, diz Banco Mundial

O Banco Mundial alertou que o processo de modernização e atualização da economia cubana pode ser ameaçado se houver uma deterioração da situação na Venezuela. "Todos os latino-americanos sabem que Cuba está vivendo um processo de abertura", disse o economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, Augusto de la Torre. "Parece-me que o processo de modernização e atualização é muito sério", acrescentou.

Cenário: EFE - O Estado de S. Paulo,

09 de abril de 2014 | 23h31

Ele indicou que, embora não seja possível precisar "o ritmo e a velocidade" das reformas em Cuba, país que não é membro do Banco Mundial, existe a preocupação de que a situação na Venezuela ameace o processo. "A preocupação que se poderia ter sobre Cuba e o restante do Caribe está associada à Venezuela", explicou o economista do Banco Mundial. De acordo com ele, Caracas "é uma fonte de apoio importante para alguns países do Caribe, para alguns países da América Central e para Cuba". "Se a situação na Venezuela se deteriorar com muita força, poderá haver efeitos colaterais adversos nessas economias", disse.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prognosticou, na terça-feira, que as desacelerações mais agudas na região se produzirão na Venezuela e na Argentina, onde existem "grandes incertezas". O FMI prevê uma contração de 0,5% este ano na Venezuela e de 1% em 2015, ante o crescimento de 1% em 2013.

O relatório do FMI destaca a fuga de capitais e a elevada inflação na Venezuela e na Argentina, e chama a atenção para a disparidade entre os tipos de câmbio oficiais e o mercado.

Além disso, "as medidas adotadas para gerir os desequilíbrios internos e externos, incluindo o controle de preços, as cotações do dólar e o comércio, estão prejudicando ainda mais a confiança e a atividade econômica" na Argentina e na Venezuela.

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