EFE/GABRIEL BARRERA
EFE/GABRIEL BARRERA

Caracas e Brasília acertam corredor para passagem de brasileiros

Foi estabelecido um ponto próximo da cidade de Santa Elena do Uiaren; pelo menos 64 brasileiros procuraram ajuda para retornar após o fechamento da fronteira, no dia 13

Lu Aiko Otta / Brasília , O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2016 | 17h02

A Venezuela concordou em abrir um corredor na fronteira com o Brasil para a passagem de pessoas. O primeiro comboio atravessararia a linha divisória entre os dois países às 14h (16h em Brasília), segundo informou ao Estado o vice-cônsul brasileiro em Santa Elena do Uiaren, Claudio Bezerra da Silva. 

Foi estabelecido um ponto próximo da cidade, de onde partirão grupos diários, com pessoas devidamente cadastradas no consulado. A fronteira entre os dois países foi fechada no último dia 13 por iniciativa do governo de Nicolás Maduro, como forma de coibir o contrabando da moeda local.

A criação do corredor foi acordada hoje pela manhã, depois conversações do Itamaraty junto à chancelaria venezuelana. Há agora pressões para que o corredor permita também a passagem de gêneros alimentícios e outros produtos. 

Segundo o vice-cônsul, 64 brasileiros procuraram o consulado desde o fechamento da fronteira. Na maioria, são pessoas que viajaram de automóvel ou de ônibus para o Caribe venezuelano, distante cerca de mil quilômetros. Esse é um roteiro turístico usual para moradores dos Estados do norte do País. Os turistas foram pegos de surpresa com o fechamento da passagem para o Brasil.

Nos últimos seis dias, o Itamaraty chegou a prestar ajuda a alguns brasileiros que não tinham recursos para alimentação e hospedagem. “Foram poucas pessoas”, adiantou o vice-cônsul.

Com a fronteira fechada, alguns brasileiros se arriscaram em rotas clandestinas para retornar ao Brasil. Na fronteira terrestre entre os dois países, há muitas trilhas utilizadas por indígenas. “Mas são áreas perigosas”, alertou o vice-cônsul. Ele informou que parte das 64 pessoas que procuraram a ajuda do governo brasileiro já não está mais lá.

O decreto do governo Maduro fechou apenas as fronteiras terrestres. Os aeroportos seguem operando normalmente.

Mais conteúdo sobre:
Venezuela Nicolás Maduro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.