AFP PHOTO / MANDEL NGAN
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Caracas nega suspensão do Mercosul e garante que continuará participando das reuniões

Chanceler diz que Venezuela não foi notificada sobre direitos suspensos e ‘seguirá exercendo a presidência legítima’ do bloco

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2016 | 11h33

CARACAS - O governo venezuelano advertiu nesta sexta-feira, 2, que não admite a decisão dos quatro países do Mercosul de suspender seus direitos como Estado membro, e afirmou que seguirá participando de todas as reuniões do grupo.

"A Venezuela não reconhece esse ato írrito sustentado na Lei da Selva de alguns funcionários que estão destruindo o Mercosul", escreveu a chanceler Delcy Rodríguez em sua conta no Twitter.

Ela ainda afirmou que o país - que entrou para o bloco em 2012 - "seguirá exercendo a presidência legítima (do Mercosul) e participará com direito a voz e voto em toda as reuniões como Estado Parte".

"Convocamos os povos do Mercosul que não deixem arrebatar seus mecanismos de integração, sequestrados x burocratas intolerantes", escreveu a ministra das Relações Exteriores na rede social.

Os quatro países fundadores do bloco - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - enviaram uma "comunicação" à Venezuela para indicar que seus direitos no bloco "estão suspensos", informou na quinta-feira uma fonte do governo brasileiro. Mas Delcy indicou que "esta notificação não existe" e a chamou de "falsa".

De acordo com a fonte brasileira, a informação não foi divulgada publicamente porque provavelmente "ainda não foi recebida" oficialmente em Caracas.

A medida está vinculada ao vencimento do último prazo dado em setembro para que Caracas cumprisse com suas obrigações de adesão ao Mercosul, explicou a fonte, que pediu anonimato. Os chanceleres "elaboraram informes, nos quais ressaltam que a Venezuela não cumpriu o acordado" e, em consequência, "enviaram uma comunicação notificando-a de que seus direitos estão suspensos", acrescentou a fonte. / AFP

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