Caracas planeja lei para regular de mídia, afirma jornal

Segundo o 'El Universal', objetivo principal é evitar exposição de conteúdo perigoso para crianças e adolescentes

CARACAS, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2014 | 02h05

A Comissão Permanente de Meios de Comunicação da Assembleia Nacional da Venezuela estuda uma nova reforma na regulamentação da imprensa no país, afirmou ontem o jornal El Universal. De acordo com o periódico, há a possibilidade de regulação do conteúdo publicado nos diários impressos.

Entidades de classe simpáticas ao chavismo pediram ao presidente da comissão, o deputado Julio Chávez, que alterasse a Comissão de Ética dos Jornalistas e a Lei de Responsabilidade Social no Rádio e na TV. Segundo o parlamentar, não há um rascunho de projeto ainda, mas a comissão conversará com as entidades e pode criar uma Lei Orgânica de Comunicação.

O marco dessa lei, segundo a ONG Jornalistas Pela Verdade, deve ser o Plano Pátria, projeto de governo de Maduro para sua gestão, no qual pretende aprofundar a revolução bolivariana de seu padrinho político, Hugo Chávez, morto no ano passado. O ponto principal defendido pelos partidários da reforma é controlar a exposição de conteúdo perigoso a crianças e adolescentes.

Acusações. No front político, uma lista com destino de viagens de fim de ano de jornalistas críticos ao governo e líderes da oposição virou munição o governo. A lista foi publicada pela Ministra da Comunicação Delcy Rodríguez, com o destino de férias de 27 pessoas ligadas à oposição.

"Os políticos que exercem cargos públicos devem estar sempre trabalhando com o povo", afirmou Maduro. "Abandonaram suas responsabilidades e deixaram (seus Estados) cheios de lixo e necessidades."

Na lista aparecem o jornalista Nelson Bocaranda, que revelou a existência do câncer que matou Chávez, a deputada María Corina e o governador de Miranda, Henrique Capriles. "O que mais preocupa é ver o movimento de chavistas radicais contra Capriles por exercer seu direito de viajar", disse Angel Alvarez, analista da Universidade Central da Venezuela. / EFE e AFP

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