Caracas prende jornalista após publicação de montagem

Justiça venezuelana acusa Dinorah Acosta de 'incitação ao ódio', por considerar publicação ofensiva às mulheres

Efe, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2011 | 00h00

Depois de passar quatro dias presa pelo serviço de inteligência da Venezuela, a jornalista Dinorah Acosta, diretora do semanário 6.º Poder, foi solta ontem em Caracas, em liberdade condicional. Com o editor-chefe do jornal, Leonecis García, ela foi acusada de "instigação ao ódio", após o veículo publicar, no domingo, uma fotomontagem em que altas funcionárias do governo de Hugo Chávez são retratadas como dançarinas de cabaré.

A circulação do jornal está proibida. Um texto satírico, que descrevia com humor os papéis das autoridades no "Cabaret La Revolución", foi publicado com a charge, que retratou as presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, da Ouvidoria Pública, da Controladoria Geral, da Promotoria e do Conselho Eleitoral, além da vice-presidente da Assembleia Nacional. "As poderosas da revolução" dançavam ao som da banda "PSVU" - em alusão ao partido governista. Ao "Mr. Chávez" cabia o papel de retirar "de forma violenta" os "espiões e inimigos que querem comprar o local", diziam trechos do texto. Para a Promotoria, a charge é uma "ofensa à dignidade e ao desempenho de trabalho das mulheres". Até ontem, o editor-chefe do jornal não tinha sido encontrado.

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