Caracas vive novos confrontos na madrugada

Violência deixa dezenas de feridos na capital e em Chacao

Luiz Raatz / ENVIADO ESPECIAL A CARACAS,

20 de fevereiro de 2014 | 10h07

Caracas viveu mais uma madrugada violenta nesta quinta-feira, 20. Ao menos 16 pessoas foram presas e 14 ficaram feridas em confrontos entre manifestantes, a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e motociclistas armados em Chacao, na zona leste da Caracas.

A manifestação começou no início da noite de ontem na Praça Altamira e reuniu centenas de estudantes contrários ao presidente Nicolás Maduro. Eles ergueram barricadas com sacos de lixo queimado e interromperam o tráfego na Avenida Francisco de Miranda.

Alguns portavam paus, pedras e coquetéis molotov. A polícia tentou dispersá-los com tiros de borracha e bombas de efeito moral.

No fim da noite, enquanto Maduro discursava em rede de rádio e TV, cerca de 100 manifestantes que permaneciam na praça buscaram abrigo em alguns prédios residenciais da região ao serem atacados por motociclistas armados - que, acredita-se, pertençam a milícias chavistas. Eles passavam em alta velocidade na avenida disparando para cima.

A GNB chegou a atirar contra os prédios nos quais estavam os manifestantes para dispersá-los.

Ramón Muchacho, prefeito do município de Chacao, do qual a área dos protestos faz parte, informou por meio de sua conta no Twitter que um dos feridos foi atingido no olho por uma bomba de gás lacrimogêneo. Os outros sofreram ferimentos leves, queimaduras e balas de borracha.

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