Cardeais dos EUA pedem diretriz sobre casos de abuso

Treze cardeais dos EUA, reunidos na sede da Igreja Católica para examinar a situação da instituição frente ao escândalo dos abusos sexuais cometidos por sacerdotes, buscam o apoio do Vaticano para uma série de medidas preventivas, disse nesta sexta-feira um funcionário eclesiástico americano. O papa João Paulo II convocou um grupo de cardeais americanos para que se reúnam com o pontífice na terça e quarta-feira, a fim de discutirem a situação. Os prelados que se reuniram com o Santo Padre na semana passada deram "um sentido de urgência" à questão, disse monsenhor Francis Manicalco, porta-voz dos religiosos americanos.Acrescentou que os cardeais têm em vista dois temas principais: uma política unificada para os sacerdotes que tenham cometido abusos, mas que sejam considerados reabilitados pelos psicólogos, e uma política uniforme para relatos sobre abusos sexuais. Essa política tem sido diferente nas diversas regiões dos EUA. Há divergências entre os prelados a respeito de se um sacerdote condenado por abuso sexual pode continuar exercendo o sacerdócio após ser submetido a tratamento. Alguns cardeais disseram, em entrevistas publicadas hoje, que gostariam de examinar com o pontífice questões tais como o celibato sacerdotal, a investigação sobre candidatos homossexuais ao sacerdócio e a ordenação de mulheres. João Paulo tem freqüentemente rejeitado a proposta de admitir mulheres como sacerdotes na Igreja Católica. Os escândalos sexuais abalaram a confiança dos fiéis da Igreja Católica nos EUA, custaram milhões de dólares em acordos em torno de processos e provocaram questionamentos sobre a maneira pela qual vários bispos conduziram a situação.

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